sábado, 9 de fevereiro de 2013

ARMADILHA ECONÔMICA


Meus amigos,

Antes de nos dedicarmos inteiramente aos festejos do carnaval é bom, é muito bom ficarmos alertas aos fenômenos  econômicos que costumam acontecer nessa ocasião. Alguns indícios já estão nos jornais como por exemplo: aumento dos juros, queda do dólar, reajuste nos preços dos combustíveis e por aí vai.

A inflação parece que voltou para matar as saudades. Depois de tantos folguedos do governo anterior,  o resultado não poderia ser outro. Inteligentemente, o governo atual  escolheu o menor dos índices para divulgação da inflação de 2012 – 5,11%  representada pelo IPC/FIPE. Existem  no entanto, outros indicadores também medidos com bastante critérios e por institutos igualmente idôneos que não receberam citação oficial, mas  que demonstram números superiores ao divulgado,  por exemplo:

Índice
%
IGP-DI
8,11
INPC-IBGE
6,20
IPA-DI FGV
9,14
IPC-DI FGV
5,73
IPC-FIPE
5,11
INCC-DI FGV
7,12
                                                                  Fonte: Secovi Rio


Para dar uma satisfação da inflação à sociedade, como não poderia deixar de ser, o governo saiu à caça as bruxas: primeiro para achar um culpado. Foi escolhido o pessoal do abastecimento. Depois encontrar os vilões -  arroz e feijão – cujos estoques baixos, aquém dos limites admissíveis, pressionaram  os preços. Por exemplo,  o preço do arroz subiu em 2012, cerca de 34% e o feijão perto disso.
                                  
O governo, vem utilizando de  manobras para manter os indicadores da economia em níveis  favoráveis, manobras essas que se transformaram em perigosas armadilhas : crescimento do PIB baixo, 1,2%  e inflação alta, 5,11%.

Os nossos vizinhos, que adotaram políticas de controle mais severas,  ostentam uma situação econômica mais confortável, senão vejamos:

Países
Inflação
PIB
Chile
1,5%
5,4%
Colômbia
2,0%
3,6%
México
3,6%
4,0



Brasil
5,11
1,2%



                                                 Fonte: Jornal das Dez,Globo News, Jornalista Carlos Alberto
                                                                 Sadenberg, edição de 7/2/13



Considerando apenas a inflação na análise de alguns países que foram atingidos fortemente pela crise , exceto Japão,  concluímos que já se vislumbra sinais de recuperação como é visto no quadro abaixo:

Países
Inflação - %
Alemanha
1,7
Estados Unidos
1,7
Itália
2,4
França
1,5


Japão
- 0,1
                                                 Fonte: Revista do Banco Central do Brasil,
                                                                 Ed. 6/2/13

Divergências de pensamento entre o Presidente do Banco Central e o Ministro da Fazenda estão evidentes. Enquanto o primeiro faz previsões mais cautelosas e conservadoras para o ano de 2013 quanto à inflação e ao crescimento do PIB, o segundo afirma que está tudo sob controle e não há motivos para alarme. Esse é o perigo!

Existe um conjunto de providências que podem ser tomadas pela equipe econômica para segurar essa onda, por exemplo:

Elevação de juro
Na cartilha clássica, inflação alta se combate com aumento da taxa básica de juro.
A próxima reunião do BC que poderá elevar o juro básico ocorrerá em 6 de março.
Política de Câmbio
Uma das causas da inflação mais alta é a elevação do dólar frente ao real, associada à percepção de que o BC havia definido um curto intervalo de flutuação. No primeiro sinal de alarme com a inflação, o dólar cedeu. Uma elevação do IOF na entrada de dólar no país não está de todo descartada.
Redução de impostos
Está sendo cogitado  uma possível redução ou até retirada de impostos sobre alimentos, especialmente os da cesta básica. Com menor tributação, o custo tenderia a cair, em tese. Há dúvidas, porém, se o repasse ao preço final estará garantido.
Energia Elétrica
Quem não considera essa situação alarmante se baseia no  fato de que, a partir de fevereiro, os índices de inflação deverão refletir a queda de 18% nas contas de luz residencial, além dos efeitos possíveis da redução da conta de energia elétrica das empresas, que pode significar menores  preços de produtos.