segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

EMPRESA OBESA


  
Chega a ser um contra-senso nos dias de hoje, em que vivemos numa sociedade “dita” moderna, sendo o progresso da ciência e da Medicina indiscutíveis a obesidade avançar em proporções tão alarmantes. Se por um lado aumenta o número de academias onde supostamente haveria mais e mais pessoas abandonando o sedentarismo, do outro aumenta o número de óbitos por acidente cardiovascular, complicações com o diabetes e outras doenças com origem na falta de uma consciência de qualidade de vida. Estima-se que mais da metade da população ainda seja sedentária embora mais da metade dessa mesma população tenha acesso à informação ou em algum momento em suas vidas já experimentaram o prazer de fazer exercício físico.
Mas meu propósito é discorrer sobre a obesidade da empresa. Assim como as pessoas adquirem a obesidade através de um processo lento e contínuo e quando se dão conta já estão sofrendo de todas as consequências: pressão alta, diabetes, arritmia cardíaca, etc, também as empresas padecem do mesmo mal.
Nota-se que alguns empresários se sentem bem e confortáveis quando iniciam um processo de aquisição de empresas concorrentes, novos negócios, aumento das estruturas e  etc, sem levar em conta os estudos e análises econômicas de viabilidades, necessárias antes da tomada de decisões nesse sentido. A isso chamamos “tornar a empresa obesa”
As empresas não precisam, necessariamente, crescerem em tamanho e em ativos. É necessário e esperado que elas cresçam em lucro.
É importante que mantenham suas estruturas organizacionais enxutas, sem gorduras; seus custos sejam os mais otimizados possíveis para que a organização não venha manifestar cansaço durante o desempenho, o que fatalmente prejudica o resultado.
Temos exemplos importantes de empresas que se tornaram obesas e perderam o fôlego como a Motorola Mobility adquirida pelo Google e a Compaq, adquirida pela HP.
Nielsen Freire
15/fev/2013