segunda-feira, 6 de junho de 2011

BALANÇO POSITIVO NO CENÁRIO DA ECONOMIA BRASILEIRA

De acordo com dados do Banco Central, apesar das dificuldades enfrentadas pelos países desenvolvidos, o cenário para a economia brasileira continua positivo, marcado por forte expansão da atividade econômica e do crescimento do crédito.
No período, os bancos captaram recursos suficientes para continuar a financiar a expansão das carteiras e, ao mesmo tempo, manter estoques elevados de ativos líquidos.
O crescimento do crédito às famílias foi sustentado por modalidades de menores taxas e risco, e com prazos mais longos, portanto, contribuindo para a relativa estabilidade do comprometimento de renda com o serviço da dívida.
Por outro lado, o acelerado e contínuo crescimento do crédito motivaram a publicação de um conjunto de medidas com o objetivo de mitigar potenciais riscos à estabilidade do SFN, propiciando a continuidade do desenvolvimento sustentável do mercado de crédito.
O sistema apresentou rentabilidade satisfatória e a solvência permaneceu robusta, visto que o aumento da exposição ao risco dos ativos, principalmente pelo aumento da carteira de crédito, foi acompanhado pela incorporação de lucros, mantendo a suficiência e a qualidade da base de capital.
Os testes de estresse mostraram que, mesmo em cenários extremos de deterioração da situação macroeconômica, o Índice de Basiléia do sistema se manteria superior ao estabelecido na regulamentação.
O Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) funcionou de forma adequada, considerando-se os aspectos de risco e de eficiência.
Finalmente, no curto e médio prazos, importantes modificações serão incorporadas ao arcabouço prudencial brasileiro, como as recomendações de Basileia III; a elevação do requerimento de capital para determinadas modalidades de operações de crédito; a redução gradual do limite para captação de depósitos com garantias especiais; e alteração dos procedimentos para a classificação e o registro contábil de operações de venda ou de transferência de ativos financeiros.
De forma geral, dada a atual situação de capitalização e liquidez, bem como a lucratividade do sistema, espera-se que os bancos brasileiros sejam capazes de se adaptar às novas medidas sem que ocorram mudanças relevantes em suas estratégias de negócios.
Thiago Flores -  Administrador – EAESP-FGV, Mestre em Economia de Negócios – Consultor da  FFConsult.